Stephani Guerra

Relatos – Carnaval 2013

Stephani Guerra (percussionista do Tambores Vento Bom)
16 de fevereiro de 2013

Saudações!

Escrever é sempre uma benção e um problema para mim. Benção porque aprecio muito a comunicação escrita e tenho muita afinidade co’as palavras, e um problema, porque sempre escrevo em demasia! Mas procurarei ser o mais objetiva possível. Sem emoções (primeira lição). Risos.

Quero manifestar em primeiro lugar minha profunda gratidão e admiração.

Bendito o Nola que teve a ideia de fazer essa oficina para o carnaval! Bendito o Chico que topou fazer! Que dupla incrível! Com todas as diferenças, harmoniosamente se complementam. É justo que façam um bom trabalho. Parabéns a vocês!!!

Em segundo lugar, embora talvez não tenhamos tocado de maneira perfeita, no sentido técnico, no sentido de esforço e superação, nós fizemos muito bem e bonito!

De maneira geral, para mim música sempre foi algo “distante”. Tipo, tem aqueles que tocam e nasceram para isso e tem aqueles que ouvem e gostam. Mas quando eu li, no convite para fazer a oficina, que qualquer pessoa podia participar, independente da idade e da experiência com música, isso me encorajou a mudar minha perspectiva… E foi isso mesmo que aconteceu!!!

Todos podem fazer música, ou qualquer outra coisa a que se proponha. Contanto que tenha a disposição, a correta orientação e os meios para executar. No nosso caso, foi a (boa) vontade de cada um, a mestria de nossos professores e os instrumentos! E eu nem tinha a consciência antes dessa oficina, que até o corpo é um instrumento, que merece o mesmo zelo e cuidado… Obrigada por isso.

Quando resolvi participar, minha intenção última era tocar no carnaval. Isso sim, seria legal, mas não foi por isso que entrei. O que eu mais queria era mostrar a mim mesma que a novidade nunca cessa, e que, se eu não sabia fazer música, mas tinha alguém que disse que mesmo não sabendo, eu poderia fazer e ainda mostrar para outras pessoas, então é isso o que eu quero. Sempre vai haver oportunidade de fazer algo novo, algo para o crescimento, por mais que a gente já saiba muitas coisas.

Aprender é bom, se surpreender é melhor ainda! Ir além daquilo que você mesmo esperou para si… Que sorte na vida!!! É o movimento…

Também ao me dispor a fazer a oficina, não era só para fazer música. Isso eu poderia ter feito antes. O que eu quis foi fazer parte de algo maior que eu, onde eu pudesse me desenvolver e descobrir potenciais escondidos, em conjunto, em diálogo. O sentido do grupo então se ressalta. Ali o indivíduo não se sobressai, mas é importante, pois sem os indivíduos, não há o grupo. A importância de cada um está em fazer parte. E a música é a voz de todos juntos. Isso dá uma força… Obrigada de novo, pelo “novo” que eu (re) descobri!!!

A ideia que nos foi passada sobre o “valor” vai muito de encontro com algo que eu venho trabalhando em mim, porque se estende para muito além da questão material. Qual a nossa relação com a prosperidade? Não vou me estender no assunto, mas isso de “valor ser algo que é significativo pra você e com o que você possa se relacionar”, acho que tem a ver com a energia, o tempo e os recursos que você emprega para realizar algo que é importante para você. Algo que realmente tenha valor e não preço. Esse tem sido um grande aprendizado pessoal, porque apesar do meu tempo e energia serem suficientes (em partes, pois trabalhar durante todo o dia toma tempo e energia), os meus recursos ainda são limitados, e eu tenho que administra-los da melhor maneira possível para fazer as coisas que quero, pois sou eu que “me banco”. Esse sentido do valor fortalece meus próprios comprometimentos. Me faz refletir, “valorizamos o que realmente importa?” Agrega novos valores. Transforma.

Bem, fui emocional (risos). Acho importante manifestar as mudanças ocorridas. Obrigada por ler minhas palavras.

Escrevi tudo isso para manifestar meu comprometimento com o grupo e minha gratidão para com todas e todos.

O carnaval passou, mas a música tem que continuar! É hora de botar força para os projetos se realizarem. Fazer a engrenagem girar.

Botar pra acontecer! Tem muito mais à nossa espera. Avante Tambores! O sentido é para frente. Eu acredito neste projeto! Quero fazer parte!

É isso, obrigada por ler, eu avisei no começo que eu escrevo pra caramba!

Enfim, obrigada novamente.

Desses tambores em diante habita em mim uma nova mente!

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