Erick Barem

Relatos – Carnaval 2013

Erick Barem, banda Sarravulho
16 de fevereiro de 2013

Quando escuto o som do tambor, antes de racionalizar o que acontece, a vibração que sinto me remete a um coração que pulsa forte e vivo, firme e preciso, um coração que não hesita em bater. Os tambores existem há tanto tempo que transitam no imaginário coletivo e cultural dos brasileiros em inúmeras formas e sentidos, muitas vezes inconsciente, enraizados no mais profundo DNA ancestral, talvez por isso ao ouvir seu som tenho inúmeras reações que me transportam por pensamentos inexplorados e sensações familiares, mesmo que distantes.
Tambores Vento Bom é ímpar, algo que enriquece e agrega valor, trazendo para Campo Grande uma forma de reflexão e libertação através da música, além do conhecimento técnico e da compreensão da sua diversidade cultural.
Quando tocamos juntos pela primeira vez senti algo realmente único, transcendente, como materializar forma e conceito, alma e corpo, em um só elemento. O poder transformador e provocativo da música é indiscutível e a esfera do ritmo aguça ainda mais esse poder ampliando os sentidos, mas os tambores vão além, conseguem não só ampliar esse poder, mas romper barreiras e invadir nossos corações.

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